segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mundo extenso (e ácido), vasto mundo

Fico pensando se vai chegar um momento em que vamos escrever coisas vãs. Sinceramente, acho que sim. O fluxo da vida corre assim, sem eira nem beira. E cá estou novamente escrevendo clichês contra uma vida senso-comum.

Porque sempre que nos sentimos tão felizes dá aquela sensação de que daqui a instantes tudo aquilo vai evaporar. E, no fim, sempre evapora. É tão estranho, às vezes. Outras é tão simples de entender, e apesar disso, meu caro, continuamos cometendo os mesmos erros. Ou erros novos.

Afinal, te pergunto, é melhor ou pior levar tombos novos do que os mesmos tombos de sempre?

Das vantagens de ser bobo - Clarice Lispector
 
"... a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto, estar tranquilo".

domingo, 6 de junho de 2010

Ela 10, Ele 100, Elo 1000

Querida, impressionante perceber que quanto mais vivemos o novo, mais percebemos o sentido do passado.

A vida pessoal, o relacionamento com os seus antigos amigos, com seus pais, as músicas que você costumava ouvir, tudo passa a ficar mais claro, a fazer mais sentido. Afinal de contas, são todas essas nossas experiências vividas que nos moldaram e nos fizeram chegar até aqui.

O novo é fundamental, mas o passado é necessário para seguir em frente. Bom mesmo é viver o novo e se redescobrir infinitamente!

Li hoje e achei necessário para o blog:
 Pag. 325, 326 Dom Quixote Vol.1:

Procuro na morte vida;
Saúde na enfermidade;
No cárcere, liberdade;
No encerramento, saída;
No traidor, fidelidade.
Mas minha sorte, de quem,
Já não posso esperar bem,
Ajustou coo céu terrível,
Que, pois lhe peço o impossível,
Nem o possível me dêem!

sábado, 5 de junho de 2010

Ela me salvou o dia, amigo!

Hoje eu acordei meio assim. Fiz minha oração diária, com muita concentração, fé e esperança. Como uma convicção de que fazer isso vai acertar todo o trilho. Mas como já me disseram uma vez: se não usarmos até a superstição a nosso favor, então o que faremos de nós? Não ligo de ser supersticiosa, de acreditar em tudo, depois em nada, outras vezes em muito pouco, outras vezes fervorosamente em muito.

Não jogo palavras ao vento. Não nesta hora, meu amigo. É quando sou mais verdadeira, e sinto na pele uma graça vindo não-sei-de-onde e me preenchendo o ser.

... E daí eu fui na cabeceira do criado da minha mãe e encontrei um livro. Abri-o na página do dia de hoje, e estava escrito sobre oração e ação. Sobre a nossa confiança em nós mesmos, e nosso poder de mudar todas as coisas de acordo com o que desejamos para nós. Rezei de novo. Ando precisada de estar junto ao Divino. Ando precisada de sentir um apoio extra, além desta terra de gente severina.

E então o telefone toca, e era minha tia. Dizendo que meu primo estava indo pra cidade grande! Todo mundo tem seus primos distantes, e suas tias espalhadas nas teias familiares que existem por aí. E ela me disse tudo de modo tão oportuno! Cheguei a pensar que fosse um anjo falando. Conversa entre anjos! Lembra disso? Foi quando agradeci pela bondade. E, mesmo me ligando para pedir minha ajuda, foi ela quem salvou o meu dia hoje, meu caro. Ela me trouxe o canto diário daquele passarinho, que nos renova a fé quando tudo parece bem cinza.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dez anos:

Querida, como andei pensando muito em uma frase que você me falou. Que vivemos repetindo os mesmos erros que cometemos na infância. Nossa, isso sim me dá angústia, me prende, me sufoca!

Só de lembrar que fui uma criança tão arteira, tão chata, tão bagunceira, sem educação, mal criado, ruim de nota, ruim com os pais, com as irmãs, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!
Só de pensar já morro, morro de vergonha e de arrependimento!

Ainda repito alguns desses erros. Vejo que dentro de mim existe a criança que eu fui e o homem que eu quero ser.

Ambos convivem comigo diariamente; irá sobreviver aquele que eu alimentar mais. Me questionei muito sobre quem eu gostaria de ser daqui a dez anos e essa semana tive um daqueles momentos de clareza absoluta.

Procurando por emprego aqui e vendo a quantidade de vagas muito bem remuneradas que existem para a minha área pensei,

'' Nossa, se eu realmente tivesse me empenhado de verdade nessa área, enquanto eu ainda era um estagiário, há dez anos, ao invés de ficar passando boa parte do meu tempo jogando no computador do escritório, hoje eu estaria RICO!”

Era o que eu precisava pra perceber que não adianta eu me questionar hoje sobre o que eu quero ser daqui a dez anos. Independente de qual seja o caminho, na verdade só há um caminho. Sei que eu vou encontrar pela frente tudo aquilo que eu deixar para trás!

Então hoje eu simplesmente VOU, com o melhor que existe em mim! Isso basta para eu ser FELIZ!!!!!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Os meus sete minutos

Não sei de que. Um sentimento assim, doído por dentro, silencioso, pleno. O “mais” é tão amplo que tenho medo de ter medo.

É que me dá uma angústia de perder o “menos”, sabe? Porque ele é tão cativante. Ele me cativa uma dorzinha crescente... e me apregoa, engravata, engaveta.

E seus planos para daqui dez anos, querido? São duradouros?

A mim só me importam mesmo os meus sete minutos de “mais”.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

De Ele para Ela e o Elo

Mais, mais amor, mais vontade, mais vida.

Mais vontade de criar de aprender de ensinar e de crescer.

O mais, tratando-se de evolução nunca é demais,

Mesmo que ele possa envolver mais cansaço, mais dor, mais sono, mais sofrimento.

''Mais''. É isso que faz do “mais” essa substância tão simples e importante para seguirmos em frente.

E hoje é disso que meu cálice transborda mais e mais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Esse seu jeito de perceber a vida

Esse seu jeito de perceber a vida, de se vestir,

"Já parou pra pensar em novas combinações para velhas peças? Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós, e isso facilita? E que nessas horas você veste a sua admiração por um artista?"

de procurar um emprego,

"Os processos seletivos, o blog, a monografia, o estágio, o inglês... tudo isso estava me consumindo mais do que eu poderia oferecer..."

de vivenciar a alegria e a dor,

"Aquela era a hora, e eu soube viver aquele único momento com inteireza, sem pensar no futuro ou sofrer por antecipação. Fiz com satisfação porque eu carregava em mim um coração agradecido. Ou melhor, dois."

de ser mulher,

"Quisera eu ser uma mãe plena de mim, sem o peso de tantos desejos, sem a sombra medrosa de nunca mais ter um gosto real de família."

e de seguir em frente exala um perfume único, me faz nascer de novo a cada dia. Nossa, li cada parte dos blogs indicados por você arrebatado por uma onda de compreensão lúcida de tudo o que existe nessa vida.

De sair desse meu jardim e ver tudo que existe em volta, de saber que a razão anda de mãos dadas com a emoção. Ouvindo Chico agora acho que poucas vezes eu dei um mergulho tão profundo na alma humana. E a única coisa que posso fazer é limitar essa infinidade de emoções em palavras que tentam transmitir o melhor que existe em mim para vc e pra todos.

Nossa, acachapante. Acachaoante, my friend. Me faz ver tudo de uma maneira mais lúcida nesse universo exato que existe dentro de mim.